Histórico
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FUNDAÇÃO

No 25º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado na cidade de São Luiz Gonzaga, de 10 a 13 de janeiro de 1980, Rodi Pedro Borghetti, na época Presidente do MTG, findando seu primeiro mandato, apresentou proposta de criação de uma Fundação.

Esta Fundação teria como finalidade específica, suprir as demandas econômico financeiras. Seria o braço executivo do MTG, dando-lhe respaldo e possibilitando atuar nas várias faixas de atividades ligadas ao tradicionalismo, cultura e artes nativas; responsável pela realização prática dos eventos.

A proposta foi aprovada por unanimidade na Terceira Sessão Plenária, dia 12 de janeiro. No dia 2 de julho de 1980, foi lavrada e registrada a Escritura Pública que oficializava a Fundação Cultural Gaúcha – MTG. No final desta Escritura, pela ordem, constam as seguintes assinaturas:

Francisco Salvatori Netto
Rodi Pedro Borghetti
Danilo do Couto Camino
José Pereira Guimarães
Cyro Dutra Ferreira
Vasco Mello Leiria
Praxedes da Silva Machado
Luiz Carlos Barbosa Lessa e
José Edson Gobbi Otto.

Até o ano de 1999, portanto com 18 anos de existência a Fundação nunca conseguiu desempenhar plenamente as tarefas para as quais foi criada. Promoveu alguns Cursos de Danças e a comercialização de produtos de pouco porte.

Na gestão de 1999, com o respaldo do Conselho da Fundação e Conselho Diretor do MTG, a Diretoria iniciou uma série de atividades para alcançar os objetivos traçados no 25º Congresso.


 
ESTRUTURA DA FCG-MTG

Para atingir as metas propostas a Fundação Cultural Gaúcha–MTG readaptou a sua estrutura. A área administrativa foi profissionalizada e ampliada nas suas tarefas sendo-lhes agregadas as atividades de divulgação e relações públicas que normalmente ficavam com o MTG.

SEDE PRÓPRIA

No dia 26 de outubro de 2005, foi inaugurada a sede própria da Fundação, localizada a poucos metros do MTG, na Rua Guilherme Schell nº 90. A aquisição de uma sede para a Fundação, era um sonho principalmente para quem idealizou a entidade, como é o caso de Rodi Pedro Borghetti. O Presidente do MTG, Manoelito Carlos Savaris, em cuja gestão viabilizou-se a aquisição da casa, entende que com este espaço próprio, “a Fundação adquire maioridade, depois de 25 anos de existência”.

A solenidade contou com a presença de Rodi Pedro Borghetti, principal idealizador da Fundação e ainda de Nilza Lessa, viúva de Luiz Carlos Barbosa Lessa.

Borghetti lembrou importantes colaboradores no início: Francisco Salvatori Netto, tabelião na época; Lauro Pereira Guimarães, Secretário de Estado da Cultura, logo da fundação; Vasco Mello Leiria e Luiz Carlos Barbosa Lessa, que em julho de 1980 era Secretário de Estado da Cultura. De 1989 até 1999, a Fundação somente existiu pelo esforço incansável e dedicado de Gerciliano Alves de Oliveira, que com o apoio dos exConselheiros da entidade, José Humberto Lopes, Álvaro Fernandes Mendes e Adão Maciel, levava o Bolicho com livros e outros produtos, nos eventos por todo o Estado.

Na nova sede funciona a administração, o Jornal Eco da Tradição e a Loja. Mais recentemente junto à sede da Fundação, foi construído prédio com três pavimentos, inaugurado em 29 de novembro de 2010, onde funciona a administração, a Biblioteca Guilherme Schultz Filho e o Museu Onésimo Carneiro Duarte. O Conselho Consultivo em reunião realizada dia 26 de julho de 2006, aprovou a proposta dos membros da Associação de Trovadores Luiz Müller (Sapucaia do Sul/RS) Derly Silveira da Silva e Paulo Roberto de Fraga Cirne, de denominar a sede da Fundação, de CASA GERCILIANO ALVES DE OLIVEIRA, visando homenagear seu incansável colaborador.

 
OS IMPORTANTES PROJETOS DA FUNDAÇÃO

A partir de 1999 uma série de medidas foram tomadas para dar visibilidade ao MTG através de ações da Fundação. Criação de Banco de Projetos, convênios institucionais, parcerias sustentáveis, uma loja forte, projetos sociais e muitas outras atividades.

Ao longo destes quase quinze anos, passo-a-passo, foram sendo colocados em ação, cada um dos elementos para fortalecerem o tradicionalismo em todo o Estado.

Em 2001, apesar de todas as dificuldades enfrentadas no período, o Movimento Tradicionalista, criou o Informativo Oficial, o Eco da Tradição, jornal realizado e sustentado inicialmente com recursos da Fundação, mantendo-se ininterrupto até os dias atuais (2013), com suplemento cultural especial, denominado Caderno Piá 21, um Projeto Social desenvolvido por três anos pela Fundação em Porto Alegre, nos CTGs Vaqueanos da Tradição e Querência da Amizade e na cidade de Gravataí, em parceria com a Prefeitura Municipal, nos CTGs Aldeia dos Anjos, Rincão da Amizade e Tropeiro dos Pampas.

A Fundação proporcionou a publicação de uma série de obras importantes para a história do Rio Grande do Sul, livros, CDs e DVDs, entre outros. Colaborou com o filme “Negrinho do Pastoreio” e na televisão manteve o programa “Entrevero de Idéias” na TV Assembléia Gaúcha por um ano. Na radiofonia da Capital, por um curto período, manteve o programa Porteira Aberta na Rádio Liberdade FM, que teve continuidade por 3 anos, na Rádio Rural AM l.120, do grupo RBS, que através de antena parabólica, chegava em todo o Brasil. Estes programas eram produzidos e apresentados por Paulo Roberto de Fraga Cirne e Rogério Pereira Bastos e contavam com diversos colaboradores.

O Festival Cante e Encante seu CTG, que em 2006 realizou sua 4ª edição, revelou diversos artistas na área da música.

As parcerias com Prefeituras, Governo do Estado e Governo Federal, permitiram a realização de grandes eventos como ENART – Encontro de Artes e Tradição Gaúcha, Semana Farroupilha, FECARS – Festa Campeira do Rio Grande do Sul e os Concursos Estaduais de Prendas e Peões.

A Fundação Cultural Gaúcha projeta-se no século XXI, adaptando-se à realidade e ao desenvolvimento, permitindo ao MTG desenvolver seus 2 grandes objetivos: o associativo e o filosófico.

(Pesquisa e texto de Paulo Roberto de Fraga Cirne – maio de 2013)