Recompensa para um ano de planejamento - 10 de Março de 2017
< voltar

Clique na foto para ampliar
REVISTA DO ENART

O gosto pela música, em especial a gauchesca, iniciou já na infância para Rodrigo Filipini, grande vencedor da modalidade Gaita de Boca do Enart 2016. Aos oito anos ele ganhou do pai uma gaitinha e começou a soprar e desafinar com músicas ouvidas em disco de vinil de alguns grupos como Os Monarcas e os Serranos. A primeira música que aprendeu foi 'Canto Alegretense', para o orgulho do pai, que é até hoje seu principal ídolo e influência. “Meu pai é gaitista, talvez o mais premiado do Enart. Desde 1988 ele soma 21 premiações, sendo seis vezes campeão, seis vezes segundo colocado e nove vezes terceiro colocado”, afirma.

Além do pai Alceu, Filipini tem como ídolos Chico Brasil, Borghetinho e Edilberto Bergamo. “Ao longo da vida, pela convivência, sempre sonhei em participar e ganhar um Enart”, afirma o artista, que fez dois ensaios para apresentação, uma no dia anterior e outra alguns minutos antes de se apresentar. Porém, como 'somente a exaustão para chegar à perfeição', tem o estudo e prática do instrumento como rotina.

Sua primeira participação no maior evento de arte amadora da América Latina foi em 2014, quando conquistou o primeiro lugar em Gaita de boca e primeiro lugar em Conjunto Instrumental. Em anos anteriores havia participado prestigiando a participação do pai, com quem tem feito dobradinhas. Além do pai, o incentivo do irmão, esposa, filha e coordenação artística do CTG Sentinela da Querência foram preponderantes.

Filipini confessa que não esperava ganhar, por conta da concorrência muito qualificada, mas sonhava com uma boa colocação. A sensação de vencer, garante, é única. 'Um minuto entre o anúncio e o recebimento do troféu expressando um ano de planejamento”.


Planejamento, estudo e dedicação, garante, foram fundamentais para desenhar a trajetória de sucesso até o Enart e também por isso a tranquilidade e naturalidade para se apresentar, tocando com sentimento e buscando sensibilizar o público, foi uma consequência. 

Perguntado se precisou 'abrir mão' de muita coisa para participar do Enart o gaitista é categórico:

- Não gosto de dizer exatamente em "abrir mão", mas acredito que seja uma espécie de investimento. Muitos momentos que poderia estar com a família, troquei por algum estudo musical e também valores financeiros investido em um bom instrumento.

Filipini tem 32 anos, formação em Mecânica Ultrassom e Dimensional e atua como músico. Gosta de eventos tradicionalistas e seus planos daqui para frente são seguir fazendo o que eu mais gosta: levando boa música aos quatro cantos do mundo – e voltar a participar do Enart, como concorrente ou espectador.

Por Sandra Veroneze